Google New Metasearch e como veio mudar o Mercado das OTA’s?

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Google New Metasearch e como veio mudar o Mercado das OTA’s?

Antecedentes: Como surgiu o “Google Metasearch Engine”?

Ao longo dos anos, temos vivido de perto toda a evolução de um dos maiores motores de busca, o Google que se tem atualizado permanentemente, disponibilizando ferramentas para a conveniência do público em geral nas últimas duas décadas, na tentativa de conseguir que o utilizador aceda a uma variedade de serviços sem nunca sair do seu motor de busca. Eles têm apresentado funcionalidades que tornam a nossa vida muito mais fácil e continuam a fazê-lo com seus esforços no nicho de viagens e hotelaria.

Tudo começou em 2013, quando o Google deu os primeiros sinais de entrada no mercado das viagens, integrando com o “Google Maps” informações relativas a voos como solução de transporte, tendo introduzido em 2015 o “Instant Booking”. De facto, o Google está atualmente a concorrer no mercado das OTA’s (Agências de Viagens Online), mercado altamente concorrencial, mas de forma inovadora por meio de seu novo sistema.

Possivelmente, estarão a pensar em como é que uma empresa da dimensão da Google mudou o setor das viagens, um setor de biliões de dólares. Este artigo tem como objetivo responder precisamente a essa pergunta. Pretendo assim, que até o final deste artigo, entendam exatamente como que está o Mundo a lidar com esta mudança e como isso está também a mudar o setor das OTA’s enquanto falamos.

Já é de conhecimento geral que literalmente, todos os cibernautas utilizam o Google para fazer pesquisas de planeamento das suas viagens, comparando assim diferentes opções para as suas férias. Portanto, o Google resolveu inovar e pensou porque não dar ao utilizador todas as opções necessárias no seu Motor de Busca. A ideia é tão simples, mas tão brilhante que faz qualquer pessoa pensar por que razão ninguém pensou nisso antes.

Mudança no Algoritmo de Metasearch

Se não conhece o conceito de Metasearch, deixe-nos explicar. Um Metasearch é tão simples quanto a pesquisa que um motor de busca faz em sites de terceiros para exibir informações. Os “Metasearch” já existem há muito tempo, e por exemplo, são a razão pela qual vemos os resultados de um jogo de futebol se apenas pesquisarmos pelo jogo entre as duas equipas. O Google procura no site da Liga de Futebol, da UEFA, ou outro provedor fiável, extraindo assim as informações desses sites e que passa a exibir os dados diretamente nos resultados da pesquisa no motor de busca.

Embora os “Metasearch” já sejam utilizados em todos os setores de atividade em todo o planeta, o setor das viagens ainda carece de otimização de eficiência no uso dos mesmos. No entanto, um novo “Player” surge no mercado como “Game Changer”.

No último ano, O Google veio mudar todo o panorama do setor das viagens, passando os hotéis e outros aspetos relacionados com as viagens a aparecer nos resultados de pesquisa do seu motor de busca (SERP – “Search Engine Results Page”) através de extensos e otimizados “Metasearch”. Mas, como afeta isso o mundo dos hotéis? Por que dizemos que poderá o Google fazer concorrência às OTA’s? Poderá a Google colocar as OTA’s fora do “jogo”? Permitam-me explicar tudo que há de novo sobre as SERP’s de Hotéis, devido ao algoritmo de Metasearch do Google.

Se não sabe onde e como funciona o Novo Metasearch da Google, basta entrar no www.google.com e pesquise “Hotéis em Lisboa” ou “Hotéis no Porto”. Logo a seguir aos resultados patrocinados e aparecerá um “widget” na primeira página onde encontra informação sobre OTA’s onde pode efetuar a mesma pesquisa (Booking.com; Expedia; Trivago; Momondo; etc.). Logo de seguida, aparecem 4 sugestões de hotéis lado a lado com um mapa e preços das várias opções que o utilizador dispõe.

“Google’s New SERP” – Nova Página de Resultados do Google

Antes de iniciarmos pelas novidades na forma como o Google apresenta os resultados de uma pesquisa, iremos partir do formato anterior. Qualquer pesquisa no setor das viagens e da hotelaria assemelhava-se facilmente a qualquer outro tipo de loja ou serviço de outro setor de atividade. Podia facilmente recolher informações como o nome, o contacto, o horário de funcionamento, a localização, alguns comentários e fotografias. Informação esta, que se torna insuficiente para proceder e finalizar o processo de compra de uma viagem ou de reserva de um hotel.

Foi aqui o Google veio transformar o universo das viagens e dos hotéis, é neste ponto em que o Google se torna um “Game-Changer”. Com esta mudança, o Google providencia agora, para além das informações mencionadas anteriormente, várias informações extra e cruciais no processo de decisão do cliente final.

Quando o cibernauta faz uma pesquisa por um hotel, obviamente obtém todas as informações antigas, ou seja, irá visualizar um número de telefone, horário de encerramento / abertura, avaliações de clientes, imagens etc. Mas também consegue visualizar vários recursos extras. Passamos então a explicar cada um deles.

PREÇOS: Pretende comparar preços dos hotéis sem ter de ir ao site de cada um para averiguar o preço por quarto? Esta ferramenta do Google é ideal para isso. A ferramenta de rastreamento de preços (que deve ser ativada através das configurações) providencia os quartos mais baratos e mais caros que o hotel oferece. A razão pela qual essa ferramenta é tão conveniente e útil, é que deixar de ser necessário ir a cada site e anotar os preços. pode simplesmente visualizar os preços de cada hotel em uma determinada região conforme lhe convier.

DESCONTOS: Procurando promoções e outras ofertas interessantes para diminuir a sua conta? O Google também o consegue ajudar. Logo abaixo da informação de preços, terá uma linha indicando se o hotel está ou não a oferecer um desconto especial aos seus clientes no momento, assim como o valor do desconto.

COMENTÀRIOS: Já todos ouvimos falar da importância dos “feedbacks” dos nossos hóspedes, mas aqui o importante a realçar é que, com o novo algoritmo do Google, há muito menos avaliações “falsas” no Maps. Basicamente, o Google acompanha todos os lugares que visita, e assim é provável que venha a receber uma notificação no telefone pedindo que avalie o hotel. Esta é uma iniciativa incrível do Google para realmente validar as informações no seu site. Sim, ainda existem críticas falsas por aí, mas a proporção de críticas falsas e reais é muito melhor agora do que há alguns anos. Além disso, outro grande fator é que o Google agora dá prioridade a avaliações de sites como Booking.com, Trip Advisor e Hotels.com. Se houver uma crítica de uma OTA credível, o Google vai colocá-la no topo da lista de críticas.

RESULTADOS PERSONALIZADOS: Se por um lado, o Google rastrear todos os seus movimentos pode fazê-lo pensar que é uma invasão de privacidade, mas, por outro lado e de várias formas, facilita a sua vida. Se for viajar, verifique se sua conta do Google está conectada enquanto faz reservas on-line. A razão pela qual sugerimos isso é que o Google controla em quais hotéis está baseado a sua pesquisa e reserva, e ainda armazena dados sobre algumas das instalações fornecidas por eles. Assim, quando voltar a efetuar uma pesquisa similar, o Google lembrar-se-á das suas preferências e recomendará hotéis de acordo com sua preferência. Esse algoritmo reduz bastante o número de minutos que você precisa gastar para encontrar um bom quarto de hotel. Se mesmo assim, achar que os resultados do filtro do Google não estão adequados, basta sair da sua conta, passando a visualizar a lista genérica que todos os outros veem.

DESTAQUES: O seu Hotel é conhecido pela localização, pelo serviço ou pelas infraestruturas? Google garantirá que dê enfase a isso mesmo. Abaixo do nome do hotel e nos seus “Destaques”, aparecerá uma descrição e uns ícones gráficos, respetivamente, que melhor representam o Hotel. Esses ícones não são gerados aleatoriamente, mas sim baseados em palavras-chave lidas nos comentários dos clientes. Portanto, se houver algo mencionado nos destaques, é uma característica real do hotel.

DISPONIBILIDADE: O Google não se limite a “imitar” as OTA’s, tentando inovar e criar mais valor tanto para o Hotel como para o Cliente. No que diz respeito aos quartos, a maneira como as agências de viagens exibem os quartos, classificando-as com base numa faixa de preço, pode não beneficiar a comunicação das mesmas e assim perder valor. Para mitigar esta situação, o Google exibe todos os quartos disponíveis (filtrados com base nas datas) e exibe os detalhes básicos junto com o preço, sendo mais simples e clara a comunicação entre cliente e hotel.

FILTROS: Pretende um produto muito específico em termos de requisitos para a sua estadia? O Google pode ajudá-lo a filtrar convenientemente todos os resultados desnecessários através da sua barra de filtros. Assim que pesquisar hotéis perto da localização pretendida, será de seguida redirecionado para uma lista dos hotéis disponíveis nessa região. No entanto, logo acima da lista existem vários filtros diferentes. Isso inclui itens como as melhores opções (com base em suas reservas anteriores), classificações altas, opções de orçamento etc., como pode evidenciar na ilustração.

Conclusões

É de fulcral importância estar presente na Metasearch do Google. Acredito que este é um canal de distribuição com enorme potencial, tanto para diminuir a dependência nas OTA’s, tanto na otimização dos custos de distribuição quando aliado a uma estratégia de Preço adequada.

Hoje em dia, mais de 72.5% dos turistas utilizam um Metasearch no seu processo de escolha de hotéis pois como diz Ujjwal Suri, Vice-Presidente dos Serviços de Distribuição da Fornova “o Metasearch oferece comparações de preços que mostram aos consumidores onde eles podem obter as melhores ofertas disponíveis e existe procura para isso entre os turistas.”(Source: Eye For Travel)

Essas opções são tão surpreendentes que maximizam a conveniência do cliente e permitem reservar quartos em poucos minutos, independentemente do local onde se encontra. Agora, se o novo sistema do Google irá substituir ou não as OTA’s ainda é muito cedo para nos pronunciarmos, no entanto, tem potencial para o fazer, mas será num futuro relativamente distante.

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Hugo Gil Esteves, Head of Strategy & Revenue Services da RM Academy